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Sindicância vai apurar possíveis irregularidades na Câmara de Rio do Sul
Geral | 26/03/2019 09:50 | Helena Marquardt/Diário do Alto Vale | Fotos:

Uma sindicância interna foi instaurada na Câmara de Vereadores de Rio do Sul, para apurar a conduta de quatro servidores do Legislativo. A denúncia é que eles estariam ausentes dos postos de trabalho em horários de expediente e até em compromissos particulares. A abertura da sindicância foi publicada no Diário Oficial dos Municípios (DOM).

Estão sendo investigados os assessores parlamentares Leticia Carolina Salvador, Luciano Junior Espósito, Luis Carlos Nienkotter e Aneide Catafesta, que atualmente não trabalha mais na Câmara de Vereadores. A Sindicância vai apurar se eles infringiram a Lei Complementar 309, de 1º dezembro de 2015 – Estatuto dos Servidores Públicos de Rio do Sul.

De acordo com o presidente da Câmara de Vereadores, Marcos Zanis, a sindicância foi aberta seguindo a orientação do controlador interno, que segue determinações do Tribunal de Contas. “Ele passou para nós e a gente não pode se omitir disso para ver a real situação, o que está acontecendo e o que houve naqueles dias. Eles vão apurar os fatos, a gente tem algumas informações, mas temos que deixar para eles apurarem”, esclareceu.
Zanis diz que ao que tudo indica, os servidores que são comissionados, teriam saído da Câmara alguns dias. Na maioria eles estavam realmente em compromissos de trabalho para os vereadores. Questionado se nos demais estariam em compromissos particulares ele esclareceu apenas que é justamente isso que será apurado. “Eles são comissionados, mas batem ponto como todos os servidores da casa. Não precisam ficar diretamente aqui e podem fazer os trabalhos na rua, dentro da vereança e serviços pontuais com vereadores, mas não serviço particular e isso está sendo apurado nessa sindicância. Caso alguma irregularidade seja comprovada estaremos tomando as medidas necessárias que seriam as advertências”.

Ele conta ainda que desde a abertura da sindicância, o Legislativo também adotou medidas para garantir maior controle em relação ao expediente dos servidores. “Já tomamos algumas medidas como colocar um quadro lá na frente e o assessor precisa dizer onde está indo para ter esse controle”.

O que dizem os envolvidos

A assessora Leticia Carolina Salvador diz que já apresentou sua defesa no mesmo dia em que foi notificada e que está bastante tranquila pois só saiu da Câmara para compromissos com a vereadora para a qual trabalha. “No dia que foi feita essa vistoria in loco eu estava com a vereadora Zeli em uma reunião com o secretário de Obras lá no Sititev [Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Rio do Sul e Região] para definir alguns trabalhos. Depois fomos fazer visita em vários pontos da cidade, até na minha defesa estão as ruas em ordem cronológica, tudo que a gente fez. Tem também fotos e tudo mais, então estou bem tranquila que para mim não tem nenhuma irregularidade”.

O assessor Luiz Carlos Nienkotter afirmou que saiu da Câmara para participar de um evento com italianos, mas representando o vereador para o qual trabalha. “Estava representando o vereador, inclusive quem me convidou foi um secretário do município, o Bolívar. Já tinha feito aqui a Defesa, mas consigo fazer as comprovações, inclusive tem fotos, filmagem que consegui para comprovar horários e tudo. E além disso o trabalho do assessor parlamentar também é ser um agente político e tem que fazer trabalhos fora”.

Luciano Espósito, disse que a sindicância não passa de perseguição política, já que neste ano, uma outra sindicância similar foi aberta contra ele na Prefeitura. “Primeira coisa que eu quero é pedir desculpas a todos os assessores e vereadores, e também ao presidente da Câmara, pelo fato de eu estar aqui nesta casa e estar acontecendo a mesma coisa que aconteceu comigo quando trabalhava na Saúde, isso não é uma perseguição? Pois se eu não tivesse aqui, isso não teria acontecido, é a primeira vez que acontece. A gente está do lado certo. E neste dia 1º eu estava em trabalho junto do vereador fiscalizando uma sinaleira do Bombeiro que tinha caído e no dia 8 de março, eu não pude bater o cartão ponto porque eu estava respondendo sobre a sindicância da Saúde”.

A Redação do DAV tentou contato com a ex-servidora Aneide Catafesta através de ligações para o seu celular, mas não obteve êxito.



Helena Marquardt/DIário do Alto Vale

 
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